Tutorial – Iniciando com o Flux Studio 2.0 e 2.1

Claudio Kirner

2007

 

1. Introdução

O software Flux Studio é uma ferramenta de autoria de mundos virtuais, permitindo a modelagem de objetos e ambientes virtuais, animação e interação, com boa produtividade.

O ambiente do software possibilita a elaboração de projetos com o uso de valores, colocados em campos específicos, ou com o uso de operações visuais realizadas no ambiente 3D e/ou em suas três projeções nos planos cartesianos.

O Flux Studio, disponibilizado gratuitamente para uso individual e acadêmico, a partir do ano de 2006, é uma evolução do software comercial Spazz3D, já disponível no final da década de 90, que depois passou a ser o VizX3D.

Ele incorpora recursos para projeto de ambientes virtuais animados e interativos possíveis de serem exportados em VRML97 e também em X3D, que é o sucessor do VRML.

O software Flux Studio, atualmente na versão 2.1, pode ser baixado, através do site do fabricante, disponível em:  http://www.mediamachines.com/

 

2. Começando a trabalhar com Flux Studio

Depois de instalado, o Flux Studio pode ser ativado, gerando a tela de entrada. Clique em <ESC> para aparecer a tela mostrada na Figura 1, ou em qualquer tecla para mostrar a janela inicial de projeto mostrada na Figura 3.

Percebe-se, nesta tela, que há uma barra horizontal de menu suspenso, uma barra horizontal de ferramentas (operações de apoio), uma barra vertical de ferramentas (nós), e uma área central com os eixos cartesianos, onde a seta vermelha é o eixo X, a seta verde é o eixo Y e a seta azul é o eixo Z. 

Para começar, vamos ativar um novo projeto, clicando no menu suspenso da barra horizontal em “File > New”, conforme a Figura 2, ou no ícone de “New Document” que é o primeiro ícone na barra horizontal de ferramentas, ou simplesmente apertando uma tecla.

Aparece então uma tela, como a mostrada na Figura 3, contendo uma janela de visualização, à esquerda, com quatro vistas, uma janela superior à direita com o grafo de cena (estrutura do mundo virtual) e outra janela inferior à esquerda, com os parâmetros dos nós.

Vamos iniciar o projeto colocando um cubo na origem.  Clique no cubo, na barra vertical de ferramentas, com o botão esquerdo do mouse e solte; leve o cursor para o centro da primeira janela da esquerda (vista de cima) e clique bem na origem (centro da janela) – um cubo vermelho aparecerá nas quatro janelas da esquerda, um nó Box: box1 aparecerá no Grafo de Cena da janela superior direita e o box1 aparecerá na janela de parâmetros na parte inferior direita, conforme a Figura 4.

3. Conhecendo o ambiente da ferramenta de autoria

Antes de continuar o projeto iniciado, vamos ver alguns detalhes do ambiente da ferramenta de autoria Flux Studio.

Para identificar as janelas de visualização, preste atenção nos eixos cartesianos – a vista em perspectiva contém todos os três eixos, sendo o eixo X vermelho, o eixo Y verde e o eixo Z azul. Nas vistas parciais, existem somente dois eixos, de acordo com o ponto de visão. Tudo que o usuário fizer no ambiente de autoria, será mostrado nas janelas de visualização,  no grafo de cena e na janela de parâmetros.

A janela de parâmetros mostra as características do nó, considerando:

 

Se for necessário movimentar o conteúdo de uma janela, use o operador representado pelo ícone “mãozinha” no meio da barra horizontal ferramentas; se quiser retroceder uma etapa, use o operador “undo”, representado pela seta vermelha de retorno, na mesma barra de ferramentas; se quiser ver o conteúdo de uma janela de visualização em escala diferente, use o botão de rolagem do mouse, clicando antes na janela que sofrerá o efeito, ou os ícones de zoom (+) e (-).

 

4. Usando o ambiente de autoria

Agora, já podemos dar continuidade ao projeto iniciado com a colocação de um cubo no ambiente virtual.

Clique no box para selecioná-lo, caso a janela de parâmetros não mostre nada. A Figura 5 mostra a janela de parâmetros do cubo.

Podemos, assim, explorar a janela de parâmetros para fazer alterações no objeto (cubo).

Clique primeiramente em “parâmetros globais do nó” (1º ícone da esquerda) e mude o nome para “Cubo-1”, selecionando o nome “box1” e sobrescrevendo (figura 5). Se você clicar na janela do grafo de cena, verá que o nome do Box já mudou.

Em seguida, na mesma janela, clique no próximo ícone (transformações e centro do pivot), para translação, rotação, escala e centro de pivot, usando os eixos X, Y e Z nessa ordem, conforme a Figura 6.

Clicando no ícone da transformação correspondente à direita, você poderá colocar o objeto na posição desejada, usando valores ou movimentando visualmente o objeto em alguma janela de visualização. Se errar, retroceda uma etapa, clicando no ícone retroceder na barra horizontal de ferramentas. O centro do pivot será usado mais tarde, sendo uma operação que permite mudar o centro de um objeto para outra posição, como a lateral, por exemplo, para efeito de centro de rotação. Existem botões para operações mais usuais como zerar, rotacionar 90 graus ou múltiplos, etc.

Depois, clique no próximo ícone de material, que permite a seleção, edição e uso de cores, bastando clicar nos locais apropriados, conforme a Figura 7.

Em seguida, clique no ícone textura para indicar a textura a ser usada e seus parâmetros, conforme a figura 8.

O próximo ícone trata de múltiplas texturas, mas será visto mais tarde.

O último ícone objeto (no caso Box: Cubo-1) permite a alteração das dimensões do objeto. A Figura 9 mostra os valores e as respectivas visões do objeto alterado – o cubo virou um paralelepípedo. As dimensões do objeto também podem ser alteradas visualmente, clicando em uma janela de visualização e arrastando o mouse com o botão esquerdo pressionado.

5. Colocando vários objetos no cenário

Agora, vamos inserir mais um elemento na cena (a esfera).

Usando a “mãozinha”, vamos deslocar a primeira janela para a direita. Depois, clique na esfera e clique na posição que queira colocá-la – ela aparecerá em todas as janelas. Se, por acaso, a esfera não aparecer em alguma janela, é porque ela está fora do campo de visão (use a mãozinha ou a escala com o  botão de rolagem para vê-la), ou porque ela está sendo obstruída por um objeto maior na cena ou porque ela foi colocada dentro de um objeto maior (retroceda uma etapa para retirá-la).

A figura 10 mostra a colocação da esfera à esquerda do Box.

Os parâmetros referentes aos lados (sides) implicam na qualidade gráfica e complexidade do objeto – quanto maior, melhor a qualidade e mais complexo para renderizar.

Vamos alterar a cor da esfera para amarelo, terminado assim o nosso cenário com um paralelepípedo vermelho e uma esfera amarela.

O próximo passo é salvar o cenário como “cena1.wrl”. Para isto, vamos primeiramente ajustar as opções de exportação para servir durante todo o trabalho até finalizar o Flux Studio. Se não quiser configurar a exportação, o usuário poderá fazê-lo no momento da expotação. Vamos então clicar em “File > Export Options”, conforme a Figura 11.

Na janela de opções de exportação, vamos selecionar a opção “Uncompressed” e tipo de arquivo “VRML97 (*.wrl)”. Não é necessário alterar o restante, conforme a Figura 12.

Em seguida, clique em “File > Export X3D or VRML”, selecione a pasta que vai receber o arquivo, coloque o nome do arquivo como “cena1.wrl” e salve, conforme a Figura 13.

Se você não ajustou as opções de exportação, você deverá escolher os parâmetros, antes de salvar.

Preste atenção que você está escolhendo exportar e não salvar. O Flux Studio permite salvar arquivos no seu formato proprietário, de forma a ser editado mais tarde e no final permitir a exportação em outros formatos.

6. Visualizando a cena VRML modelada

Para visualizar a cena, antes de sair do Flux Studio, você pode clicar no ícone “Quick Preview (F5)”, na parte final da barra horizontal de ferramentas (é um cubo vermelho com uma barra em cima), ou pressionar F5 no teclado. Se quiser ver a cena no seu Browser VRML, clique duas vezes no arquivo que você exportou, procurando-o na sua respectiva pasta, visualizando-o, conforme a Figura 14.

Agora, você está pronto para explorar as outras funcionalidades da ferramenta Flux Studio, obtendo produção com precisão, uma vez que você pode fazer o projeto visual, usando o zoom para ajustar dimensões, posicionamento, rotação, etc, ou mesmo colocando os valores exatos, quando for o caso.

Nos próximos tutoriais, veremos mais detalhes da ferramenta Flux Studio.

Bom Trabalho!

 

Claudio Kirner

Abril/2007